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Inpa promove Congresso de Biotecnologia Sustentável na Biodiversidade Amazônica

  • Última atualização em Quinta, 11 de Agosto de 2016, 14h34
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O congresso é voltado para os últimos avanços das ciências e tecnologia no estudo dos aspectos moleculares e da sinalização celular e terá como diferencial a aproximação da academia com o setor produtivo privado

 

Da Redação- Ascom Inpa 

 

Renomados cientistas de várias regiões do Brasil estarão reunidos em Manaus de 17 a 20 de outubro no Congresso de Biotecnologia Sustentável na Biodiversidade Amazônica, que acontecerá no Auditório da Ciência do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa/MCTIC). O evento visa reunir estudiosos para compartilharem experiências nas áreas de biologia geral, biotecnologia aplicada à saúde, nanotecnologia, estudos sobre o câncer, pesquisas com células-tronco humanas e neurociências.

Além de reunir especialistas de seis áreas distintas da ciência, também estarão presentes empresas de biotecnologia que desenvolveram tecnologias próprias e se destacaram com faturamento de mais de R$ 100 milhões por ano com o desenvolvimento de tecnologia da bancada do laboratório para aplicação em análises clínicas e na produção de kits diagnósticos comercializáveis em supermercados e farmácias.

O congresso é uma parceria entre o Inpa, o Instituto Nanocell e a Sociedade Brasileira de Sinalização Celular (SBSC), que tem como presidente o professor e idealista brasileiro o Dr. Rodrigo Ribeiro Resende. Os interessados em participar do Congresso podem fazer as inscrições até o dia 15 de setembro. O evento conta com o apoio do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam) e recebe o patrocínio da Exon Biotec.  

De acordo com o diretor do Inpa, o pesquisador Luiz Renato de França, o Congresso é voltado para os últimos avanços da ciência e da tecnologia no estudo dos aspectos moleculares e da sinalização celular, que vão desde organismos unicelulares aos multicelulares. “Avanços estes que, por meio de sua aplicação de forma multidisciplinar, numa região de infindáveis oportunidades, permitirão criar produtos e biotecnologias inovadoras”, destaca.   

 

CongressoBiotecnologiaDest

 

Para França, o evento terá como diferencial a aproximação da academia com o setor produtivo privado, o estreitamento das relações de colaboração e de integração entre as regiões Sul e Sudeste com as regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste. “Traremos especialistas de quase todo o Brasil para somarem aos nossos esforços de forma colaborativa com perspectivas não somente de gerar novos produtos, mas também de comercializá-los com empresas de biotecnologia”, explica.

Conforme França, o congresso é importante por trazer grandes nomes das ciências e empresas de biotecnologia totalmente nacionais, além de oportunizar as colaborações técnico-científicas entre os Programas de Pós-Graduações (PPGs) das regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste com os PPGs do Sul e Sudeste na criação de um novo curso na área de Farmacologia e Terapêutica Experimental e áreas afins.

Será uma oportunidade para levar adiante a ideia da criação deste curso. Aproveitaremos o momento em que estaremos envolvidos com a Sociedade Brasileira de Sinalização Celular, com a de Farmacologia e Terapêutica Experimental, e a de Biologia Celular, para seguirmos adiante com a iniciativa de proposta do curso, que envolverá, dentre outros aspectos, a nanotecnologia e a biotecnologia”, explica.  

O gestor também aponta a importância da aproximação entre o setor privado produtivo e a academia com a possibilidade de gerar inovação nas empresas utilizando-se a biodiversidade amazônica e a aplicação na geração de novos produtos e mercados, não somente regional, mas também nacional. “É a chance de promover o desenvolvimento social com a promoção da divulgação científica e popularização da ciência”, ressalta.  

De acordo com França, a proposta de realizar o congresso está alinhada com as políticas científicas do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC), por meio do incentivo ao desenvolvimento de tecnologias e novos produtos e com a promoção da inovação nas empresas. “O exemplo disso está na inclusão de empresários que também são cientistas e investem na geração de novos produtos”, diz. “Numa região onde a matéria-prima existe em grande quantidade, ter pessoal de empresas de biotecnologia como palestrantes e dispostos a fazer colaborações é um privilégio de poucos eventos”, acrescenta o diretor.  

O diretor ressalta que as empresas não foram convocadas com a finalidade de venderem seus produtos, mas sim de assimilarem as ideias dos pesquisadores e produzirem inovações, novos produtos e investirem em novos mercados.   

Programação

Nos dias 18 e 19 de outubro, será realizado workshop sobre divulgação científica, direcionado a professores do ensino médio, alunos de graduação e de pós-graduação e outros interessados no tema. O workshop será gratuito com aulas teóricas e práticas, ministrado pelos editores do jornal eletrônico de divulgação científica Nanocell News, que está no terceiro volume e conta com mais de 1 milhão de acessos mensais.

Durante o Congresso, haverá o lançamento em quatro volumes dos livros “Biotecnologia Aplicada à Saúde: fundamentos e aplicações” e Biotecnologia Aplicada à Agro&Indústria: fundamentos e aplicações”, publicados pela Editora Blüncher. Ao todo, são quase cem capítulos e em cada um deles há um tópico sobre os aspectos históricos e básicos de como se chegaram às técnicas e modelos apresentados. Também há um outro tópico que apresenta um protocolo passo-a-passo de execução da técnica que será útil e didático para os cursos de graduação e pós-graduação.   

As obras envolveram mais de 150 diferentes cursos de pós-graduação do Brasil, cerca de 70 instituições de ensino e pesquisa de vários estados do país e quase 400 autores.

Também haverá a entrega das premiações do I Prêmio Cientista e do Empreendedor do Ano Instituto Nanocell, idealizado e promovido pelo Prof. Rodrigo Resende, que também é presidente do Instituto Nanocell, para aproximar a academia da sociedade e promover a educação no Brasil. Veja a programação aqui. Depois de mais de 11 mil votos, os indicados passaram pelo crivo de 16 renomados cientistas, presidentes de sociedades científicas, membros de comitês de grandes áreas do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), da Comissão de Aperfeiçoamento de Pessoal do Nível Superior (Capes) e da Academia Brasileira de Ciências (ABC).

No encerramento do Congresso de Biotecnologia Sustentável na Biodiversidade Amazônica, os seis melhores cientistas, alunos e professores das seis diferentes áreas contempladas abordadas no evento serão premiados. Também será escolhida a melhor empresa de biotecnologia do Brasil.

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