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Biotério Central do Inpa reúne especialistas em Simpósio de Experimentação Animal do AM

  • Última atualização em Quarta, 31 de Agosto de 2016, 10h28
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São oferecidas 150 vagas no simpósio que visa mostrar a relevância do uso de animais em laboratórios. Ainda há vagas disponíveis

Da Redação – Ascom Inpa

Foto: Acervo biotério

Promover intercâmbio entre especialistas e alunos, transferir conhecimentos de profissionais que já atuam no setor e criar um espaço permanente de debate e reflexão. Estes são os objetivos do 3º Simpósio de Experimentação Animal do Amazonas que o Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa/MCTIC) realizará, nos dias 15 e 16 setembro, no Auditório do Bosque da Ciência. As inscrições continuam abertas.

Com o tema “Modelo animal como ferramenta para o desenvolvimento científico”, o simpósio visa mostrar a relevância do uso de animais em laboratórios, considerados verdadeiros reagentes biológicos. O evento contará com a participação de renomados especialistas, como médica veterinária e doutora em Patologia Experimental e Comparada Sabrina Epiphanio, do Departamento de Análises Clínicas e Toxicológicas da Faculdade de Ciências Farmacêuticas da Universidade de São Paulo, que falará sobre “A Síndrome respiratória aguda associada à malária: como podemos entendê-la?”.

Segundo a pesquisadora, infecções por Plasmodium ssp. (parasita causador da malária) podem levar a um quadro respiratório grave com complicações pulmonares denominadas lesão pulmonar aguda (LPA) e síndrome do desconforto respiratório agudo (SDRA). Para ela, o grande número de fatores potencialmente envolvidos, associados às grandes dificuldades no estudo da doença em seres humanos, faz com que as bases moleculares dessa disfunção pulmonar permaneçam ainda mal compreendidas, levando a uma alta mortalidade nas unidades de saúde.

 

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“Portanto, o estudo da patogênese em modelos murinos (camundongos) faz-se necessário”, diz Epiphanio. “Mecanismos ligados às respostas imunes inata e adquirida têm se mostrado importantes para o controle precoce da infecção pelo plasmódio por meio do aumento de citocinas e ativação da resposta imune celular”, acrescenta a pesquisadora.  

O Simpósio é uma parceria entre o Inpa, o Instituto Leônidas e Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazonas) e Universidade Federal do Amazonas (Ufam). São oferecidas 150 vagas destinadas a estudantes de graduação, pós-graduação e profissionais das áreas de Ciência de Animais de Laboratório.  

“Nos últimos 30 anos houve um avanço significativo nessa área, mas ainda são necessários treinamentos constantes de profissionais de nível superior na especialidade Animais de Laboratório, bem como a capacitação de técnicos que desenvolvem suas atividades nos biotérios de criação e experimentação”, diz um dos organizadores do Simpósio, o tecnologista do Inpa Leonardo Matos, coordenador técnico do Biotério Central.

Um dos mais modernos biotérios do país, o Biotério Central do Inpa foi inaugurado em 2012. Vinculado à Coordenação de Pesquisas e Acompanhamento das Atividades Finalísticas (CPAF), atua como prestador de serviços para os diversos grupos de pesquisas do Inpa, como o Grupo de Pesquisa em Alimentos e Nutrição na Amazônia, Malária e Dengue na Amazônia,Pesquisas Integradas em Leishmaniose e Doença de Chagas na Região Amazônica e Bioprospecção de Produtos Amazônicos. Atualmente o Inpa possui 66 grupos de pesquisas.

 

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Relevância Científica

Na maioria dos países, a produção e padronização dos animais de laboratório utilizados em pesquisa estão em aperfeiçoamento e converge para a aquisição de modelos genéticos altamente específicos, segundo Leonardo Matos.

As técnicas atuais de engenharia genética e de biologia molecular abriram muitos caminhos para a criação e produção desses animais. “Podemos observar um desenvolvimento vertiginoso nas áreas de transplantes de órgãos e tecidos, produção de derivados biológicos e do controle das doenças hereditárias”, destaca Matos.

Conforme o tecnologista, a evolução da C&T alerta para a necessidade urgente da implantação de um sistema moderno e ágil, que permita a troca eficiente entre os avanços das pesquisas, incluindo a tendência atual da criação de métodos alternativos que venham a minorar a aplicação e o uso tradicional dos animais de laboratório.

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