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Maria Teresa Piedade e José Albertino Rafael agora são bolsistas de produtividade 1A do CNPq

  • Última atualização em Quinta, 16 de Fevereiro de 2017, 10h32
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A bolsa do órgão busca incentivar o aumento da produção científica, tecnológica e de inovação de qualidade

 

Por Luciete Pedrosa – Ascom Inpa

Fotos: Luciete Pedrosa e Acervo pesquisadora 

 

Mais dois pesquisadores do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa/MCTIC) entram para o seleto rol de cientistas brasileiros com produção de alta qualidade. A doutora em Ecologia Maria Teresa Fernandez Piedade e o doutor em Entomologia José Albertino Rafael agora são cientistas com bolsa de produtividade em pesquisa 1A do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), nível mais alto do órgão governamental. Com as duas novas bolsas 1A concedidas, no Amazonas há agora um total de nove pesquisadores nesse patamar, todos do Inpa.

Além deles, integram a categoria 1A as pesquisadoras Albertina Lima (Dra. em Ecologia) e Neusa Hamada (Dra. em Entomologia), as duas primeiras mulheres do Inpa a receberem bolsa nessa categoria. Também estão nessa lista os pesquisadores da instituição Adalberto Val (Dr. Biologia de Água Doce e Pesca Interior), Philip Fearnside (Dr. em Ciências Biológicas), William Magnusson (Dr. Ciências Biológicas), Niro Higuchi (Dr. em Engenharia Florestal) e Jansen Zuanon (Dr. em Ecologia).

O diretor do Inpa, que é professor da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), Luiz Renato de França (Dr. em Biologia Celular), também é pesquisador 1A de bolsa de produtividade do CNPq, órgão que fomenta a pesquisa científica, tecnológica e incentiva a formação de pesquisadores brasileiros.

 

JoseAlbertinoRafael1FotoLucietePedrosa

 

Na chamada 12/2016 foram contemplados 3.401 pesquisadores das mais diversas áreas do conhecimento, com bolsas de produtividade em pesquisa divididas nas categorias 1A , 1B, 1C, 1D e 2.  Conforme o CNPq, estão em vigor 14,5 mil bolsas, 70 delas no Amazonas, em todas as categorias. Veja aqui o quadro geral de bolsas de produtividade em pesquisa por Unidade da Federação, nas diversas categorias. 

Para o entomologista José Albertino Rafael, que mudou da categoria 1D para 1A, a conquista não se deu por méritos exclusivamente seus. Pesquisador há 38 anos no Inpa, Rafael dedica-se à taxonomia de Diptera e Zoraptera e à entomologia forense e urbana. “Eu tenho trabalhado com uma equipe de pesquisadores e de alunos que tem produzido bastante nos últimos anos. Essa conquista não teria se dado se eu estivesse trabalhando sozinho. Por isso, atribuo o mérito ao meu grupo de pesquisa”, destaca.

Segundo o pesquisador, a atual política do governo para os editais favorece aqueles que têm bolsa de produtividade para que possam submeter projetos de pesquisa. “Por conta dessa classificação, acredito que o nível atual possa me favorecer nas futuras concorrências de editais para obtenção de recursos financeiros, o que, ultimamente, tem sido raro nas pesquisas”, diz.

Albertino vem trabalhando para aumentar o nível de conhecimento das faunas amazônica e brasileira, ao estudar alguns grupos taxonômicos. O pesquisador é responsável pelo grupo dos invertebrados Hexapoda no Catálogo Taxonômico da Fauna Brasileira (CTFB), que disponibiliza uma lista de mais de 80 mil espécies encontradas no Brasil e que tem atualização on-line contínua.

“Também incentivamos e apoiamos alunos para que trabalhem com outros grupos taxonômicos, de tal forma, que, num futuro não muito longínquo, possamos ter especialistas capazes de identificar a nossa fauna em todos os grupos de insetos, hoje, infelizmente, não temos esta capacidade”, diz Albertino.

 

MariaTeresaFernandezPiedadeFotoAcervo 

 

Na opinião de Maria Teresa Fernandez Piedade, que também galgou mudança do nível 1D para 1A, a conquista é resultado de um trabalho de anos de dedicação em conjunto com o Grupo Ecologia, Monitoramento e Uso Sustentável de Áreas Úmidas (Maua). Há quase 40 anos dedicando-se ao ensino superior e à pesquisa, Piedade busca entender em seus estudos a influência dos ciclos de inundação sobre as vegetações de áreas alagáveis e a adaptação das plantas e esses complexos ambientes.

“O Grupo Maua que eu lidero é grandemente responsável por essa conquista. Sem o trabalho coletivo eu jamais teria chegado a esse ponto. Estou muito satisfeita e não posso deixar de dividir com eles esse grande feito, que é atingir um patamar mais elevado de reconhecimento da comunidade científica”, agradece Piedade.

A pesquisadora concorda com José Albertino e destaca a possibilidade da bolsa ajudar na aprovação em editais. Segundo ela, alguns editais e chamadas têm filtros que implicam na concessão de benefícios apenas para alguns níveis de bolsa de produtividade. “É claro que se pleitearmos esses tipos de editais, o fato de ser 1A já facilita o pleito de alguns projetos com nível de excelência maior e isso é muito bom”, ressalta.

 

 

 

 

 

 

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