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Inpa capacita Monitores da Biodiversidade da Reserva Extrativista do Baixo Juruá

  • Última atualização em Quinta, 13 de Abril de 2017, 13h37
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Os comunitários serão capacitados para o monitoramento da biodiversidade no ambiente florestal, contribuindo para que o principal ambiente da Resex possa receber a atenção necessária

 

Da Redação – Ascom Inpa

Fotos: LMF – Acervo  

 

Contribuir para que a Reserva Extrativista (Resex) do Baixo Juruá se integre ao Sistema Brasileiro de Monitoramento da Biodiversidade, em implantação no país. Este é o objetivo da oficina Jovens Monitores da Biodiversidade, que o Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa/MCTIC), por meio do Laboratório de Manejo Florestal (LMF), realiza a partir desta segunda-feira (17), na Estação Experimental de Silvicultura Tropical (ZF2)/Manejo Florestal, localizada no km 50 da BR-174 (Manaus - Boa Vista).

De acordo com um dos organizadores da oficina, o pesquisador do Inpa, o doutor Adriano Lima, 15 comunitários serão capacitados para fazer o monitoramento da biodiversidade no ambiente florestal, contribuindo para que o principal ambiente da Resex possa receber a atenção necessária.

A proposta é estabelecer unidades de monitoramento participativo (trilhas) a serem implantadas, conforme o protocolo de monitoramento da biodiversidade in situ (no local), elaborado pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), no âmbito do Projeto Monitoramento da Biodiversidade com Relevância para o Clima em nível de Unidade de Conservação.

 

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“Desde 2005, a Resex do Baixo Juruá está inserida em nossos projetos. Já, em 2006, foram instaladas 83 parcelas, que fazem parte da rede de inventário florestal contínuo do Laboratório de Manejo Florestal”, diz o pesquisador ao comentar que desse estudo resultaram três produtos para a elaboração do plano de manejo da Resex.

Lima explica que, em 2013, com o projeto Dinâmica do Carbono da Floresta Amazônica (Cadaf), um novo inventário foi realizado para remedição e instalação de 121 novas parcelas.

Ainda de acordo com Lima, em 2015, o projeto Pró-Rural implantou três pontos para a elaboração do plano de manejo florestal sustentável em pequena escala. Todas essas ações foram aprovadas pelo Conselho Deliberativo da Resex do Baixo Juruá, do qual o pesquisador é um dos conselheiros.

O curso é um Acordo de Cooperação entre o Inpa e a Resex do Baixo Juruá, com apoio do Programa Áreas Protegidas da Amazônia (ARPA).

Sobre a Resex

 

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A Reserva Extrativista do Baixo Juruá é Unidade de Conservação de uso sustentável criada em agosto de 2001, está localizada na margem direita do rio Juruá, nas proximidades do seu encontro com o rio Solimões. Possui 188 mil hectares de área, 16 comunidades e aproximadamente 625 extrativistas.

O objetivo principal da Resex é assegurar os meios de vida e a cultura dessa população, cuja subsistência baseia-se no extrativismo, complementada pela agricultura, assegurando o uso sustentável dos recursos naturais da Unidade de Conservação.

A região caracteriza-se pela cobertura de floresta tropical densa, da sub-região aluvial da Amazônia, com terraços baixos e planos, sendo encontrados principalmente ambientes de terra firme (88,95%). Desde 2006, a Unidade vem realizando o monitoramento da biodiversidade local, contando principalmente com os moradores que atuam como voluntários. Inicialmente, o monitoramento esteve direcionado à população de pirarucu, visando seu manejo; incluindo posteriormente as populações de quelônios e aves aquáticas.

Instrutores

Participam da oficina como instrutores os pesquisadores do Laboratório de Manejo Florestal: Niro Higuchi; Joaquim dos Santos; Moacir Campos; Adriano JN Lima, além de Flávia Machado Durgante (LMF/Inpa), Fabiano Emmert (bolsista PCI-Inpa, Bruno Oliva Gimenez (doutorando CFT, NGEE-Tropics).

Também são instrutoras as pesquisadoras Maria Inês Gasparetto Higuchi (Laboratório de Psicologia e Educação Ambiental/Lapsea), Claudete Catanhede do Nascimento (Laboratório de Engenharia de Artefatos de Madeira), os pesquisadores Charles Clement (Grupo de Pesquisa com a Pupunha), Elisiana Pereira de Oliveira (Laboratório de Invertebrados Terrestres Vivos), José Albertino Rafael (Grupo de Pesquisa Entomologia na Amazônia: diversidade de insetos) e Cacilda Adélia (voluntária do LMF), além de Francisco Gasparetto Higuchi e Márcio Amaral (voluntários e consultores da Hdom Engenharia) e Maria Aparecida de Freitas (integrante do Cenbam-Inpa).

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