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Comitê Científico avalia 1ª fase do Programa AmazonFACE e busca apoio para a próxima fase

  • Última atualização em Terça, 18 de Abril de 2017, 16h13
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O Programa AmazonFACE foi lançado em 2014. Na segunda fase, 32 torres (tubulações) borrifarão em duas parcelas de 30 metros de diâmetro da floresta amazônica com concentrações elevadas de gás carbônico (CO2) para ver como a vegetação e o ecossistema reagem

Por Luciete Pedrosa – Ascom Inpa

Foto: Acervo AmazonFace

Com o objetivo de avaliar o desenvolvimento do Programa AmazonFACE cerca de 30 pesquisadores de diversas instituições nacionais e estrangeiras estarão reunidos no Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa/MCTIC), em Manaus (AM), até quinta-feira (20), na 4ª Reunião Anual do Comitê Científico do Programa. Em junho, o Comitê buscará apoio, em Washington, para a segunda fase do Programa.

“Estamos concluindo uma primeira fase do programa, que é a caracterização da área experimental do AmazonFACE”, explica o gerente-executivo do Programa, o pesquisador do Inpa Carlos Alberto Quesada. “Vínhamos estudando vários processos ecológicos que acontecem na floresta ao longo do tempo, nesta fase do programa, com a intenção de mapear processos que podem mudar quando se introduz o aumento da concentração do CO2 no sistema”, destaca o pesquisador.

Na quinta-feira (20), os pesquisadores farão uma vista de campo na base do Programa, situada na Estação Experimental de Silvicultura (ZF-2), no km 50 da BR-174. 

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O Programa AmazonFACE (Free Air CO2 Enrichiment) foi lançado em 2014. Na segunda fase, 32 torres (tubulações) borrifarão em duas áreasde 30 metros de diâmetro da floresta amazônica com concentrações elevadas de gás carbônico (CO2) para o interior circular de mata para ver como a vegetação e o ecossistema reagem.

Segundo Quesada, com a chegada do final da primeira fase - quando foi feita a caracterização pré-experimento - a ideia é discutir e apresentar os resultados para a comunidade do programa, além de se preparar para a próxima fase do experimento, quando acontecerá a aspersão do CO2.

“Estamos preparando documento e relatório que serão levados, em junho, para as agências de fomento que apoiam o AmazonFACE, entre elas o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), em Washington, onde serão mostrados os resultados da primeira fase e onde buscaremos apoio para a próxima fase”, acrescenta.

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O presidente do Comitê Científico do Programa AmazonFACE, o pesquisador David Lapola, explica que o Programa faz dentro das parcelas de floresta do experimento um raio-X da floresta, medindo o que acontece desde o dossel das árvores até as raízes abaixo do solo.

“Este encontro é importante para integrar os resultados. Os que trabalham no alto das árvores precisam entender o que acontece abaixo do solo com as raízes”, diz. “Estamos apresentando também resultados de modelagem com as hipóteses que esperamos encontrar quando começar a fumigar CO2 no experimento”, completa.

Para Lapola, pesquisador da Unicamp, a integração de todos os resultados já levantados de caracterização das áreas de experimento é o maior legado dessa reunião.

Na segunda fase do experimento (que se estenderá por 2 anos), será realizada uma simulação que aumentará em 50% a concentração do CO2, chegando a 600 partes por milhão (ppm), em parcelas de mata de 30 metros de diâmetro, previsão mais otimista das Nações Unidas para um período de 50 anos . O objetivo é ver até que ponto a fertilização pela oferta extra do gás – usado pelas plantas para fazer fotossíntese – aumenta resiliência da floresta, compensando fatores adversos como o aquecimento e alterações no regime de chuvas.         

Participam da reunião membros do Comitê Científico, composto por 13 integrantes de mais de 11 instituições nacionais e internacionais, além de convidados, entre eles o diretor do Inpa, o pesquisador Luiz Renato de França, alunos de pós-doutorado, pesquisadores do Inpa e de outros centros de estudos como a Embrapa, Unicamp, USP, Inpe e também dos Estados Unidos e Europa.

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