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Chuva não desanima garotada curiosa em mais uma edição do Projeto Circuito da Ciência

  • Última atualização em Sexta, 29 de Setembro de 2017, 17h35
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Entre as atividades que se destacaram estão a Oficina Brincando com a Física e a visita, átipa, ao berçário dos peixes-bois do Instituto

 

Por Karen Canto (texto e foto) – Ascom Inpa

 

Nem a chuva da manhã desta sexta-feira (29) esfriou a animação dos quase 150 alunos da rede pública do Estado em mais uma edição do Projeto Circuito da Ciência do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa/MCTIC). Entre as atividades que se destacaram estão a Oficina Brincando com a Física e a visita, átipa, ao berçário dos peixes-bois do Instituto. Outras atividades também aguçaram os visitantes.

 

Associando brincadeiras envolvendo um copo com água e barbantes para explicar Física de maneira simples, o projeto Sesc Ciência, parceiro do Bosque, trouxe a Oficina Brincando com a Física, que mostrou como a disciplina, na prática, pode ser apresentada e disseminada para crianças e adolescentes de forma fácil e atraente.

 

“Em sala de aula, os alunos costumam ser apresentados à Física de forma muito teórica, mas o que a gente pretende aqui é atiçar, na prática, a curiosidade e a vontade deles”, explica o estudante Matheus Mitoso, um dos responsáveis pela Oficina.

 

FotoKarenCanto

 

Ele conta que utilizando um copo com água em cima de um “balanço” improvisado, ligado à sua mão com fios de barbantes e realizando um movimento circular, é possível, por exemplo, ensinar sobre o equilíbrio das forças. “O copo, mesmo estando girando, fica estático no balanço e não cai a não ser que aconteça alguma variação. Nessa “brincadeira” a gente explica as propriedades do equilíbrio de forças entre a força centrípeta e aceleração tangencial”, diz Mitoso ao acrescentar que depois da demonstração relaciona o movimento dos satélites, por exemplo, em torno da Terra.

 

Para a estudante Rayanne Garcia, do 8º ano ensino fundamental da Escola Estadual Ernesto Pinho Filho, a tática faz com que ela e os colegas de escola, mesmo não percebendo, acabem aprendendo um pouco de física. “Tudo muito dinâmico e atraente para gente”, destaca a estudante.

 

Outra novidade desta 6ª edição do Circuito foi o acesso ao berçário dos peixes-bois do Inpa para uma aula de conscientização ambiental e sensibilidade. O local é destinado para filhotes que hoje variam de 4 meses a 2 anos de idade que tiveram suas mães mortas por caçadoes. Na ocasião, os alunos puderam aprender, entre outras coisas, que os peixes-bois são animais de hábito solitário e só começam a se reproduzir aos oito ou dez anos de idade. A gestação da fêmea dura quase 12 meses e nasce apenas um filhote por gestação, o que dificulta o aumento da população.

 

FotoPeixeBoi

 

Mais atrações

 

Com trabalhos desenvolvidos pelo Inpa e por parceiros, os visitantes aprenderam a importância da preservação ambiental e os cuidados que se deve ter com a dengue, malária e leishmaniose. No Circuito, os estudantes ainda aprenderam um pouco mais sobre geografia num torneio com jogos lúdicos e, de quebra, degustaram de alguns doces para “aprender” melhor a geografia.

 

Os grupos escolares também embarcaram numa “viagem” ao Planetário para conhecer o sistema solar e aprenderam hábitos saudáveis na Oficina de Saúde Bucal.

 

Durante o Circuito da Ciência, os alunos também participaram de oficinas educativas e diversas exposições como a Oficina de Invertebrados Terrestres Vivos; Tecnologias Sociais e Inclusão Social na Amazônia; Recursos Hídricos; Insetos Aquáticos; Quelônios da Amazônia; Invertebrados Terrestres Vivos; Macrofungos; Herbário e Carpoteca, entre outros.

 

FotoMaisAtividades

 

Participaram desta edição as escolas estaduais Lucena Bittencourt (Morro da Liberdade), Ernesto Pinho Filho (Monte das Oliveiras) e Belarmino Marreiro (Cidade Nova), e as escolas municipais Dep. Ulysses Guimarães (Mutirão) e Prof. Álvaro Cesar de Carvalho (Novo Reino).

 

O projeto Circuito da Ciência é realizado na última sexta-feira de cada mês e é uma realização do Inpa, por meio da Coordenação de Extensão (Coext).

 

São parceiros do projeto a Universidade Federal do Amazonas (Ufam), Universidade do Estado do Amazonas (UEA), Serviço Social do Comércio (Sesc), Grupo de Escoteiros, Instituto Soka/Cepeam, Secretaria Municipal do Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semmas), Uninorte, Escola Maria Madalena Santana de Lima e  Brother’s.

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