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Doutoranda do Inpa ganha Prêmio Nanocell na categoria Biotecnologia Agro&Industrial

  • Última atualização em Quarta, 08 de Novembro de 2017, 14h16
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Premiada pelos estudos e publicações na academia, Carolina Levis foi a mais bem votada pela comunidade acadêmica na categoria Biotecnologia Agro&Industrial

Da Redação – Ascom Inpa

Foto: Acervo Carolina Levis

 

A estudante do Programa de Pós-Graduação em Ecologia do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa/MCTIC), Carolina Levis, é uma dos ganhadores da II edição do Prêmio Cientista e Empreendedor do Ano do Instituto Nanocell. O objetivo da premiação, além de impulsionar a pesquisa de pesquisadores e alunos, é divulgar e incentivar esforços de inovação nos campos da ciências, educação e saúde pública.

A entrega do prêmio aconteceu durante o congresso “Novas Vertentes Biotecnológicas para o Desenvolvimento Tecnológico-Social do Brasil”, em São Paulo, em outubro. O prêmio foi entregue pelo diretor do Inpa, o pesquisador Luiz Renato de França.

Premiada pelos estudos e publicações que fez na academia, Levis foi a mais bem votada pela comunidade acadêmica na categoria Biotecnologia Agro&Industrial. “Recebi o primeiro lugar pela avaliação de três grandes pesquisadores reconhecidos na área”, conta.

Orientada pelos pesquisadores do Inpa Flavia Costa e Charles Clement, a doutoranda foi a autora principal do artigo publicado no início deste ano na revista Science que afirma que povos pré-colombianos moldaram a flora da floresta amazônica. O estudo pôs abaixo a ideia de que as florestas amazônicas estavam intocadas pelo homem.

Na pesquisa, a equipe cruzou dados botânicos de parcelas de inventários florestais com dados arqueológicos. Segundo Levis, foi a primeira vez na escala da Amazônia que conseguiram juntar todos esse dados. “Por alto, são pelo menos 80 anos de pesquisas com centenas de pessoas trabalhando para conseguir coletar essas informações”, diz.

Ao todo, em 2017 o Prêmio Nanocell teve mais de 22 mil indicações, tornando o primeiro prêmio nacional com maior participação de todos os tempos, conforme informações do Instituto Nanocell, sediado na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).

Edição passada

Em 2016, a primeira edição do prêmio contou com mais de 11 mil participações de membros da sociedade civil e 16 cientistas avaliadores, membros de sociedades científicas nacionais e internacionais, membros de Comitês de áreas do CNPq e da CAPES, e da Academia Brasileira de Ciências. Na ocasião, o diretor do Inpa, o pesquisador Luiz Renato de França, foi um dos três finalistas na categoria Biologia Geral. A entrega da premiação ocorreu em Manaus.

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