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II Simpósio de Biologia e Pesca em Água Doce apresenta temas voltados à ecologia da Amazônia

  • Última atualização em Quinta, 16 de Novembro de 2017, 17h41
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O pesquisador do Inpa Rosseval Galdino Leite destaca que é necessário mais pesquisadores e pesquisas na área de ictiologia, pois com a análise das espécies ainda em estágio inicial é possível ter informações completas sobre elas

 

Texto e foto de Raquel Chaves – Ascom Inpa

 

 

Para mostrar a inter-relação entre a resposta dos peixes e as alterações que ocorrem na natureza, o pesquisador Dr. Rosseval Galdino Leite foi o palestrante desta quinta-feira (16), no II Simpósio de Biologia e Pesca em Água Doce (Badpi). O evento acontece até nesta sexta-feira (17), no Auditório da Ciência do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa/MCTIC).

 

Com a palestra “A importância do estudo do ictioplancton para a ecologia e ictiologia”, o objetivo foi acrescentar maior conhecimento sobre os ecossistemas aquáticos da Amazônia aos estudantes e à comunidade cientifica.  

 

O ictioplancton é o conjunto de ovos e larvas de peixes. A ecologia é a ciência que estuda os seres vivos e o ambiente no qual habitam, assim como a relação envolta. Já a ictiologia é voltada ao estudo dos peixes (espécies e comportamento).

 

Com foco em auxiliar nas pesquisas ligadas ao assunto, a palestra apresentou a morfologia (estudo da aparência e estutura de um ser vivo) de peixes nos seus primeiros estágios de vida. A identificação dos peixes em estágio de larvas ou ovos é importante, segundo o pesquisador, para relacionar com as alterações no ambiente e no próprio peixe.

 

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“Procurou-se mostrar nessa palestra a inter-relação entre a resposta dos peixes e as alterações que ocorrem na natureza”, explica o pesquisador, ao exemplificar que a alteração do nível da água é muito importante pela oferta de alimentos. “Os peixes sabendo que essa alteração do nivel da água vai proporcionar uma reserva alimentar para os seus descendentes, eles escolhem as épocas mais adequadas, variando de espécie para espécie para se reproduzirem”, diz.

 

Galdino destaca que é necessário mais pesquisadores e pesquisas na área de ictiologia, pois com a análise das espécies ainda em estágio inicial é possível ter informações completas sobre elas. “Ter o controle sobre o funcionamento dos tipos de peixes existentes possibilita maior equilíbrio ecológico”, diz.

 

Uma das dificuldades de reprodução e o espalhamento de alguns tipos de peixes está ligado as hidréletricas, que permitem a passagem de peixes em estágio inicial de vida, como as larvas, mas impedem peixes jovens de se movimentarem para outra região de água, ficando  concentrados apenas em um local.  

 

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O Simpósio também contou com a participação do pesquisador, o biólogo-filósofo Dr. Geraldo Mendes dos Santos, que tratou sobre a “Relação entre Ciência e Filosofia: o exemplo de Aristóteles, patrono da Ictiologia”. O pesquisador chama a atenção para o início do estudo da Ictiologia feita por Arsitóteles (384 a.C. – 322 a.C.), famoso pelas suas contribuições na filosofia.

 

Mendes ainda defende a importância da filosofia para a ciência. “A ciência é uma maneira de conhecer as coisas com o chamado método científico. Está concentrada em estudos específicos para melhor compreensão”, declara o pesquisador, ao lembrar os presentes sobre os questionamentos que a filosofia traz sobre tudo em volta, o que faz com que a área científica também questione as verdades já estabelecidas em busca de um novo conhecimento.

 

Em concordânica com Mendes, o analista ambiental e coordenador substituto do Instituto Chico Mendes da Conservação da Biodiversidade (ICMBio/Cepam), Urbano Lopes da Silva Júnior, acrescenta que “a prática científica está permeada nas premissas filosóficas”, pois envolve as análises feitas por meio das observações do ambiente e seres vivos, na produção de um conhecimento específico.

 

O coordenador do Programa de Conservação de Crocodilianos Amazônicos do Instituto do Piagaçu Boris Marione apresentou pesquisa feita sobre a conservação dos animais estudados pelo programa. Segundo ele, existem 27 espécies de crocodilianos, sendo o jacaré-açu a maior espécie registrada na América do Sul.

 

Como os animais possuem hábitos anfíbios, é possível encontrá-los em maior proporção nas áreas alagadas. Além disso, a alimentação deles se enquadra em generalista/oportunista, que se refere ao consumo de qualquer animal próximo a eles, servindo de presa. O programa já possui cerca de 120 publicações de pesquisas sobre o tema em revistas nacionais e internacionais. 

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