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Simpósio no Inpa alerta para o perigo de extinção do peixe-boi da Amazônia

  • Última atualização em Sexta, 17 de Novembro de 2017, 17h27
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“Mesmo assim, ainda é preciso mais informações ecológicas sobre o assunto”, diz o biólogo Diogo Souza, pesquisador assistente da Agência de Cooperação Internacional do Japão (JICA)m, no Projeto Museu da Floresta

 

Texto  Raquel Chaves – Ascom Inpa

Foto:  Anselmo D'Affonseca e Raquel Chaves

 

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Um dos maiores desafios enfrentados para a conservação do peixe-boi da Amazônia é o controle da caça, existente desde o início da colonização do Brasil até os dias atuais, por isso a espécie encontra-se ameaçada de extinção. O alerta foi feito pelo biólogo Diogo Souza, no II Simpósio de Biologia e Pesca em Água Doce do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa/MCTIC).

 

Souza foi um dos palestrantes do Simpósio desta sexta-feira (17) quando tratou da “Conservação do Peixe-boi da Amazônia: Desafios e Perspectivas”.  O biólogo, que é o responsável pelo Programa de Reintrodução de Peixes-bois da Amazônia do Inpa e colaborador da Associação amigos do Peixe-Boi da Amazônia (Ampa), também alerta sobre a necessidade de maior fiscalização dos órgãos competentes.

 

“As atividades realizadas pelo Inpa com os estudos da espécie em cativeiro tem promovido maior conhecimento sobre o peixe-boi”, diz Souza. “E isso possibilita a conscientização da sociedade a respeito do cuidado que se deve ter com o animal”, defende Souza, que também é pesquisador assistente da Agência de Cooperação Internacional do Japão (JICA) no Projeto Museu da Floresta, uma parceria do Inpa com a Universidade de Kyoto (Japão).  

 

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Na opinião do biólogo, mesmo assim, ainda é preciso mais informações ecológicas sobre o assunto. Segundo ele, existem poucos estudos na natureza com o peixe-boi. “Tratar de manejo e gestão de Unidades de Conservação sem informação ecológica sobre os locais que o peixe boi utiliza e quais as áreas prioritárias para se conservar a espécie também dificulta bastante tentar manter a população a longo prazo”, explica.

 

O II Simpósio de Biologia e Pesca em Água Doce também contou com a participação da pesquisadora do Inpa Camila Cherem Ribas que fez uma explanação sobre como as espécies de aves estão distribuídas na região, considerando dados de genética e comparações entre as espécies.

 

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“Com isso, é possível reconstruir a história dos indivíduos e das suas populações e relacionar com a paisagem, envolvendo a distribuição e avaliação das aves”, diz a pesquisadora durante a palestra “Biogeografia de aves na Amazônia”.

 

Já a professora da Universidade Federal do Amazonas (Ufam), Marcela dos Santos Magalhães abordou sobre o processo de determinação sexual dos quelônios ao explicar que temperaturas mais altas propiciam o nascimento de fêmeas e temperaturas baixas, a de machos.

 

Magalhães alerta que este não o único fator, pois é preciso considerar genes e outros pontos para entendimento mais profundo sobre a ocorrência. “Durante o desenvolvimento do godanal, existe alta correlação entre o período termossensível, a diferenciação do ovário e a expressão da aromatase”, explica. Gônadas são os órgãos onde os organismos multicelulares produzem as células sexuais.

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