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Inpa e instituições parceiras entregam para a sociedade 114 novos mestres e doutores

  • Última atualização em Sexta, 01 de Dezembro de 2017, 14h47
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Os formandos são oriundos de várias partes do Brasil e sete deles são do Peru, Colômbia e Equador, países que fazem parte da Pan-Amazônia

 

Por Karen Canto (texto e foto) – Ascom Inpa

 

Na noite da última quinta-feira (30), o Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa/MCTIC) entregou à sociedade 114 novos mestres e doutores de 11 cursos de pós-graduação. Os alunos são de cursos de mestrado e doutorado do Inpa, da Nilton Lins e da Rede Bionorte.

Os formandos são oriundos de várias partes do Brasil e sete deles são do Peru, Colômbia e Equador, países que fazem parte da Pan-Amazônia. Dos 114 formandos, 35 são de doutorado e 79 de mestrado.

Estão distribuídos nos cursos de Aquicultura (programa da Nilton Lins em associação com o Inpa); Genética, Conservação e Biologia reprodutiva; Entomologia; Agricultura no Trópico Úmido; Biologia de Água Doce e Pesca Interior; Biodiversidade e Biotecnologia/ Rede Bionorte; Botânica; Ecologia; Ciências de Florestas Tropicais; Gestão em Áreas Protegidas da Amazônia; e Clima e Ambiente (em associação com a Universidade do Estado do Amazonas -UEA).

Entrega de diplomas17.Foto Karen Canto INPA 2

Na ocasião, o diretor do Inpa, Luiz Renato de França, relembrou a importância do momento, mencionando que no Brasil a taxa de jovens que chegam até o ensino superior equivale a 13%, 14%. “E essa pequena parcela que hoje está formando é um investimento que o país fez muito acertadamente”.

Um dos formandos é Alexandre Somavilla, que recebeu o diploma de doutorado em Entomologia. Natural do Rio Grande do Sul, Somavilla conta que um dos maiores sonhos que tinha era poder trabalhar na Amazônia. “Então, como biólogo, poder fazer uma pós-graduação na Amazônia foi incrível, uma experiência muito gratificante”, revela.

O entomólogo pontua que durante o curso de doutorado teve a oportunidade de morar fora do país e conhecer alguns museus importantes para dar continuidade ao seu trabalho. A experiência, segundo ele, foi enriquecedora. “E, provavelmente, só por conta de estar no Inpa, um Instituto enorme de pesquisa, com grande potencial na área da Amazônia e diversas outras regiões que ele abrange, foi possível dar continuidade a esses estudos”, ressalta ao acrescentar que agora está com uma bolsa de pós-doutorado, também no Inpa.

 

Diplomas17SomavillaKarenCantoNPA4

 

Durante a cerimônia, o diretor do Inpa fez questão de ressaltar a importância das parcerias entre o Inpa e outras instituições de ensino superior, afirmando que esta parceria em conjunto de integração de pesquisa é indispensável para que mais momentos como estes possam acontecer. “É fundamental a parceria com a Nilton Lins e com a Universidade Federal do Amazonas (Ufam) ”, diz ao frisar que grande parte dos diplomas são feitos pala Ufam. “Porque o Inpa não é uma instituição acadêmica, o Inpa não faz diploma”, lembra.

Além do diretor do Inpa, estiveram presentes para a cerimônia de abertura a coordenadora de Capacitação do Instituto, Beatriz Ronchi, e as Pró-Reitoras de Pesquisa e Graduação da Ufam e Nilton Lins, Selma Suely de Oliveira e Cleuciliz Magalhães, respectivamente.

O diretor acrescenta que quando analisa as estatisticas brasileiras dos últimos dez anos, o número de mestres pulou em torno de 10mil para 50 mil que são formados ao ano; de doutores, de 3mil para 15, 16 mil. “Nós temos uma massa de jovem altamente qualificada. E os jovens que estão aqui hoje recebendo formalmente seus diplomas, além de permitirem a eles a possibilidade de melhores empregos, é um compromisso social com a população. Uma cidadania muito grande”.

Pluralidade de alunos

Nos programas de pós-graduação oferecidos pelo Inpa, alunos de todas as regiões do Brasil e de outros países fazem parte do grupo em que cerca de 70% após a formação, permanecem na Amazônia atuando na iniciativa pública, privada e no terceiro setor. Ao todo, o Inpa já formou mais de 2.500 profissionais.

 

Entrega de Diplomas 17 Foto Karen Canto INPA 7

Paula Lopes, que recebeu o diploma de mestrado, volta para Roraima (RR) com o compromisso de ter de repassar para a sociedade, com responsabilidade, o conhecimento adquirido com os professores, pesquisadores e com os colegas de curso. “Como professores que somos, temos que formar alunos com capacidade de racionar criticamente. Este é nosso dever”, afirma.

Para o gaúcho Dalton Nunes Filho, mestre em Biologia de Água Doce pelo Inpa, e que também pretende ficar desenvolvendo pesquisas na Amazônia, o diploma representa a retribuição de um trabalho em conjunto e a certeza de ter feito a escolha certa. “Acredito que tenha sido a melhor experiência da minha vida. Valeu muito a pena ter feito o curso aqui no Inpa”.

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