Ir direto para menu de acessibilidade.
Portal do Governo Brasileiro
Você está aqui: Página inicial
Início do conteúdo da página
Notícias

Inpa promove Workshop Internacional de Biodiversidade Tropical e Conservação

  • Última atualização em Quinta, 30 de Maio de 2019, 15h19
  • Acessos: 756

Gratuito, o Workshop é uma atividade do projeto Museu na Floresta, uma parceria do Inpa com a Universidade de Quioto, com financiamento da Jica

 

Da Redação – Inpa

 

Com o objetivo estabelecer intercâmbio e trocar informações sobre práticas de conservação nos trópicos, especialistas de seis países se reúnem nas tardes das próximas segunda e terça-feira (03 e 04 de junho), no Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa/MCTIC). O VIII Workshop Internacional de Biodiversidade Tropical e Conservação acontecerá no Auditório da Ciência, dentro do Bosque da Ciência, e é aberto ao público interessado no tema.

Cerca de 20 pesquisadores do Japão, Malásia, Bornéo, Indonésia, Índia e Brasil farão apresentações sobre suas pesquisas e conservação, a maioria relacionada a animais ameaçados. As 13 palestras serão em inglês e sem tradução.O Bosque da Ciência está localizado na Rua Bem-te-vi, s/nº, Petrópolis, zona Sul de Manaus.

 

Workshop JSPS INPA 19 

 

Na segunda-feira, das 16h às 18h, as palestras serão proferidas por pesquisadores e colaboradores do Inpa, sobre Mamíferos Terrestres (Wilson Spironelo e André Luís Sousa), Ecologia e Diversidade de Peixes (José Gomes e Tiago Pires) e Reintrodução de peixe-boi (Vera da Silva e Diogo de Souza).

No dia seguinte (das 14h às 18h), as atividades serão voltadas para os estudos sobre conservação da vida silvestre com especialistas dos países parceiros. Entre as palestras serão tratados temas como Genômica de macacos (Bambang Suryobroto/ Indonésia), Estudos de telemetria com elefantes asiáticos (Ramon Sukumar/ Índia), Crocodilos na Península da Malásia (SharhrulAnuar/Malásia) e DNA Ambiental para ecologia e conservação (Hiroki Yamanaka/Japão).

A abertura oficial do workshop ocorre nesta quinta-feira (30) com palestras feitas pelos coordenadores do projeto Museu na Floresta, a pesquisadora Vera da Silva (Inpa/Brasil) e o pesquisador da Universidade de Quioto, Shiro Kohshima (Japão).

Este é o oitavo workshop no âmbito do programa JSPS (Japan Society for the Promotion of Science) do Japão em parceria com diversos países tropicais com interesse em replicar o modelo de Museu na Floresta iniciado no Inpa.

“Durante esses cinco anos, foram construídas diversas infraestruturas em áreas do Inpa e desenvolvidas pesquisas com uso de tecnologias japonesas a exemplo de um aparelho de registros automáticos de sons de alimentação, comportamento, adaptado com uma ventosa as costas do peixe-boi, e que capta a cada segundo dados sobre velocidade e profundidade do animal reintroduzido”, disse Vera da Silva.

 

VeradaSilvaINPAFotoAMPA05.19

 

O Workshop marca o encerramento dos Seminários Satreps – Conservação da biodiversidade na Amazônia com base em um novo conceito de Museu na Floresta. Satreps é sigla em inglês para a Parceria para Desenvolvimento Sustentável e Pesquisa, Ciência e Tecnologia. É resultado da ação conjunta entre a Agência de Ciência e Tecnologia do Japão (JST, na sigla em inglês) e a Agência de Cooperação Internacional do mesmo país (JICA, na sigla em inglês).

 

Museu na Floresta

 

Em julho deste ano também termina o Projeto Museu na Floresta (Field Museum), uma parceria do Inpa com a Universidade de Quioto. O Museu na Floresta é uma rede de lugares e pessoas que trabalham juntas para promover a convivência harmônica do homem com a natureza. O objetivo é valorizar e conservar a biodiversidade amazônica, introduzindo um novo conceito de museu, que mediado por tecnologias de ponta e práticas inovadoras de turismo científico, educação e pesquisa, construa as bases para a sua sustentabilidade.

Além de colaborações científicas, a parceria permitiu além da reforma de modernização da Casa da Ciência, que estará aberta para o público com uma nova exposição a partir das 14h desta terça-feira (04), a revitalização da Torre de Observação e Pesquisa do Km-14 da estrada ZF-2, a criação do sistema de filtragem de água dos tanques de peixe-boi e a construção da Base Alto Cuieiras, localizada em um conglomerado de áreas protegidas. Além de apoio às pesquisas, a proposta da Base é servir para o turismo de observação da natureza e educação científica.

Desde o dia 25 deste mês até 08 de junho, cerca de 20 pessoas estão fazendo o II Curso de História Natural do Projeto Museu na Floresta, na Base Alto Cuieiras. São duas semanas de imersão com professores e monitores de várias linhas do conhecimento como aves, mamíferos, fungos, peixes, plantas, interações animal-planta, além de conhecimento em comunicação (Vídeo/imagem) e documentação da natureza.

registrado em:
Fim do conteúdo da página