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Notícias

Seminários da Amazônia debatem seleção sexual e desempenho vocal em pássaros neotropicais

  • Última atualização em Terça, 04 de Junho de 2019, 18h06
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Jeff Podos falará sobre estudos com os tentilhões de Darwin, que ocorreram nas Ilhas Galápagos, e as cotingas da Amazônia

Da Redação - Inpa

Nesta quinta-feira (6), o pesquisador Jeff Podos, da Universidade de Massachusetts, Amherst EUA, será o convidado dos Seminários da Amazônia do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa/MCTIC). Aberto ao público, o evento começará às 15h, no auditório da biblioteca (Campus I), com entrada pela Rua Bem-te-vi, 2936, Petrópolis, Manaus.

Podos falará sobre seus trabalhos em dois grupos de pássaros: os tentilhões de Darwin, que ocorreram nas Ilhas Galápagos, e as cotingas da Amazônia. Como em muitas espécies de aves, nesses grupos, os machos cantam para se comunicar e para atrair fêmeas. “A evolução dos cantos é motivado pela seleção sexual, e em muitas espécies, os machos que produzem cantos e outros displays com melhor desempenho são favorecidos pelas fêmeas”, conta o pesquisador.

O palestrante mostrará que no estudo dos tentilhões de Darwin, o desempenho vocal dos machos é influenciado pelo tamanho do bico. Pássaros com bicos maiores só conseguem produzir cantos lentos e com baixa variação em frequências. Quando as espécies de tentilhões se distribuem nas ilhas do arquipelágo, os bicos se adaptam para a vegetação local, e consequentemente os cantos se modificam.

Com as cotingas, o objetivo do estudo é determinar o quão alto esses pássaros produzem som. Para isso foram realizadas duas expedições para a Serra do Apiaú em Roraima, em colaboração com o pesquisador do Inpa, Mario Cohn-Haft. Foram feitas gravações dos cantos de arapongas da Amazônia, e de capitães-da-mata, com um gravador calibrado pela amplitude.

“Os resultados mostram que essas duas espécies possuem os cantos mais elevados já registrados em pássaros. Nas arapongas, as fêmeas aproximam-se dos machos quando eles produzem seus mais altos cantos. É um mistério como as fêmeas toleram esses sinais tão altos”, contou.

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