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Seminários da Amazônia debatem aumento da produtividade da floresta em meses mais secos

  • Última atualização em Terça, 02 de Julho de 2019, 10h27
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O que controla a variação sazonal no “PIB da floresta”?

 

Da Redação – Inpa

Foto: Bruce Nelson – Acervo

 

“Demografia foliar e sazonalidade da produtividade da floresta da Amazônia Central”. Este é o tema dos Seminários da Amazônia desta quinta-feira (04), às 15h, no Auditório da Biblioteca do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa/MCTIC). A edição ordinária terá como palestrante o pesquisador titular do Inpa, Bruce Nelson, biólogo com doutorado em botânica e experiência em fitogeografia.

Focado em temas provocativos e de ponta da pesquisa científica, os Seminários tratarão nesta rodada sobre o que governa o ciclo anual da fotossíntese (a produtividade), uma informação básica sobre o funcionamento da floresta amazônica.

Segundo Bruce Nelson, a fotossíntese da floresta de terra firme na Amazônia Central aumenta gradualmente ao longo dos meses mais secos do ano, atinge um pico em novembro e dezembro - início das chuvas, e cai até maio e junho. A fotossíntese é medida pelo método de fluxo turbulento em torres do LBA. A causa deste pulso anual na fotossíntese é debatida. “A amplitude do pulso é grande, aproximadamente 30% de aumento do mínimo para o máximo anual”, adianta o pesquisador.

Na palestra, Nelson apresentará argumentos - baseados em artigos liderados por colaboradores - de que a sazonalidade da fotossíntese está relacionada com mudanças na capacidade fisiológica intrínseca do dossel superior. Parte do ano a floresta está “debilitada”, já que tem muitas folhas velhas e/ou novas, em outra parte do ano predominam folhas mais eficientes, com idade de três a cinco meses. O pesquisador também falará sobre outra controvérsia: se esta sazonalidade na composição etária do dossel é detectável por satélites.

 

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De acordo com o pesquisador, não são confiáveis os modelos atuais de previsão da resposta da fotossíntese da floresta amazônica às mudanças climáticas futuras ou em curso. Nelson explica que esses modelos ainda consideram luz e água como os principais fatores limitantes, e prevêem queda de produtividade ao longo dos meses secos, mas ocorre justamente o oposto.

Nelson defende que a força motriz da sazonalidade da fotossíntese é o “boom” de folhas novas concentrado nos meses mais secos. “Mas ainda não sabemos por que isso ocorre. Qual é a vantagem seletiva em lançar folhas novas preferencialmente nos meses secos?”, conta.

São questionamentos como esses que conduzem estudos do pós-doutorando Giordane Martins, que orienta dois alunos de doutorado. Já colaboradores do projeto Observatório da Torre Alta da Amazônia (ATTO/Max Planck), da Universidade de Arizona e da Universidade de Michigan avaliam novos sensores de fluorescência para medir a fotossíntese de forma direta, a partir de torres e de satélites.

 

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