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Notícias

Especialistas se reúnem no Cequa para debater conservação de tartarugas de água doce

  • Última atualização em Quarta, 17 de Maio de 2017, 11h05
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Dentre os assuntos estão as Últimas descobertas do Cequa para a biologia reprodutiva dos quelônios da Amazônia, Projeto pé-de-pincha - 18 anos de manejo comunitário de quelônios da Amazônia e Comunicação acústica em quelônios aquáticos

 

Luciete Pedrosa - Ascom Inpa

Foto: José Augusto Mota (Ibama/ divulgação) e Luciete Pedrosa

 

Para comemorar o Dia Mundial da Tartaruga (23 de maio) e refletir sobre a necessidade de conservação das tartarugas na natureza, o Centro de Estudos de Quelônios da Amazônia (Cequa) do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa/MCTIC) promoverá na próxima segunda-feira (22) um ciclo de palestras sobre o tema. As tartarugas da Amazônia estão entre os animais mais caçados da bacia amazônica devido a sua importância histórica como alimento.

Para o coordenador do Projeto Tartarugas da Amazônia e um dos maiores especialistas em conservação e ecologia de tartarugas de água doce, o pesquisador e herpetólogo (especialista em répteis e anfíbios) do Inpa Richard Vogt, o ciclo de palestras é uma oportunidade de reunir especialistas para discutir novas pesquisas e ideias sobre a conservação e manejo de tartarugas da Amazônia, além de planejar pesquisas futuras.  

 

Richard Vogt Foto Luciete Pedrosa

 

“Vamos divulgar as pesquisas recentes realizadas com ecologia, conservação e manejo de tartarugas da Amazônia, a fim de estimular, principalmente, os estudantes a virem participar dos estudos no Cequa”, diz Vogt. “Além disso, vamos alertar a sociedade para os problemas que se enfrenta com a conservação das tartarugas na Amazônia e no mundo”, acrescenta.

Os interessados podem se inscrever pelo endereço  https://doity.com.br/cequa-inpa. As inscrições prosseguem até o dia 19 de maio no valor de R$ 20, que dá direito ao kit palestra e ao coffee break. Haverá entrega de certificado de participação aos inscritos.

A abertura está programada para as 8h30, no auditório do Cequa, situado no Lago Amazônico, no Bosque da Ciência do Inpa. Pela manhã, haverás palestras dos especialistas: Richard Vogt/Inpa (Quelônios da Amazônia); Paulo Cesar de Andrade/Ufam (Projeto pé-de-pincha - 18 anos de manejo comunitário de quelônios da Amazônia); Augusto Fachin Terán/Instituto Mamirauá (Experiência de Preservação Podocnemis na RDS Mamirauá); Marcela Magalhães/Ufam (Desenvolvimento embrionário de quelônios).

 

TartarugaFotoJoseAugustoMotaIbama

 

Pela parte tarde, a partir das 13h30, a programação continua com palestras dos especialistas: Fabio Cunha, bolsista PCI/Inpa (Últimas descobertas do Cequa para a biologia reprodutiva dos quelônios da Amazônia); Maria das Neves/Ufam (Estrutura genética da população de Podocnemis sextuberculata (Testudines, Podocnemididae); Raymundo Brilhante/Semed (Processo de musicalização infantil utilizando os quelônios da Amazônia); e Camila Ferrara/WCS(Comunicação acústica em quelônios aquáticos).

Vogt destaca que na evolução de todas as espécies de quelônios continentais, a situação do tracajá (Podocnemis Unilifis) e da tartaruga da Amazônia (Podocnemis expansa) é considerada como Vulnerável pelo Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Répteis e Anfíbios (RAN) do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio).   

O pesquisador também lembra que na Lista da Fauna Brasileira Ameaçada de Extinção as duas espécies foram avaliadas, em 2010, como Quase Ameaçada.

Cequa

 

Cequa1 Foto Luciete Pedrosa Cópia

 

Inaugurado há dois anos, e Centro de estudos e exposição de quelônios vivos da Amazônia realiza trabalhos sobre o comportamento alimentar e reprodutivo, regulação de temperatura por ninho e vocalização de tartarugas (bioacústica). Abriga cerca de 130 animais, de 16 espécies.

 

A finalidade do espaço é promover, por meio de ações conjuntas de educação ambiental e de pesquisa, o aumento da valorização e da consciência ecológica dos amazonenses frente à dificuldade para a conservação de quelônios, destacando-se, principalmente, o consumo, o comércio ilegal e a importância desses vertebrados aquáticos para o equilíbrio ambiental na Amazônia. 

 

O espaço funciona dentro do Bosque da Ciência do Inpa e pode ser visitado de terça a sexta-feira, das 8h às 17h, com intervalo para almoço das 12h às 14h.

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